c) As ações previdenciárias, - vai aqui uma menção honrosa a uma brilhante colocação à qual tive acesso, o Estado não deposita dinheiro nas contas dos segurados, ele emite precatórios em cumprimento ao art. 100 da CF/88 -, com longos períodos de duração, em média 5 anos, sem qualquer contrapartida em favor do profissional, chega às raias de nossos morosos Tribunais, em especial o TRF e ali o advogado é instado a uma séria de manifestações e despesas além daquelas experimentadas em primeira instância;
d) É extremamente fácil jogar pedra nos advogados, afinal somos a parte mais frágil da relação, até porque nossa classe é desunida e tem um milhão de rabulas que pensam saber mais que os profissionais que além de banco de escola estudam todos os dias, mas isso é irrelevante quando querem destruir alguém;
Estou citando estas situações respaldado em mais de 500 (quinhentas) ações por mim ajuizadas em desfavor do INSS, (em todas cobre pífios 20% de honorários) sendo certo que há ações em que sou procurador que estão tramitando desde 2003 e paradas no TRF desde 2009 apenas e tão somente mudando de gabinete.
Não faço análise de caso a caso por desconhecer aqueles referidos no Fantástico, sei que "laranjas podres" há em todas as "caixas" a advocacia não seria exceção.
Exorto aqui aos críticos da profissão que escolhi exercer com respeito e dignidade, a falarem sobre a quantidade de clientes que após terem suas pretensões resolvidas pela interferência de advogados, com contrato de honorário e tudo mais somem do profissional sem sequer pagar o contratado e rotulam ao advogado simplesmente de ladrão.
Falar é muito fácil, o difícil é viver o dia a dia, é aparamentar-se e ir pro fórum lutar pelo interesse de seu cliente.
É sentar à frente de um livro e estudar para chegar a ponto de confeccionar uma petição.
É distribuir uma ação e ter que dizer ao seu cliente não posso te falar em expectativa de duração do processo. Já dizia Rui Barbosa em Oração dos Moços “justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada “
É nunca saber o que sairá nas laudas de uma sentença, isto é até certo ponto normal, afinal quem decide é o julgador.
Exerço minha profissão com honra, a questão honestidade tenho como um mero dever ser, e não como um valor adicional.
Desculpe se me alonguei, mas nem quis traçar parâmetros de comparação com pessoas morrendo nas macas dos hospitais porque o mesmo Estado que fez o cidadão ir à Justiça (Planos econômicos e etc.) o fez, no caso da saúde ir ao cemitério, mas ao menos por fazê-lo ir à Justiça nós os advogados buscamos seus direitos, e para aqueles que vão carregados para a última morada não há o que buscar... apenas os familiares buscam o consolo pela dor da perda irreparável.
Sinceramente, e deixando de lado a a boa educação, Ô IMPRENSA MARROM, VAI ENCHER O SACO DE QUEM ESTÁ ROUBANDO MEU PAIS E LARGA QUEM TRABALHA EM PAZ.
Há tanto espaço para denúncias que sinto a imprensa desfocada, Há Petrolão, Há Mensalão, Há ausência de repasse de verbas de fundos Sociais a Bancos Públicos, Há corrupção no congresso, Há auxílio Moradia de mais de R$4.000,00 sendo pago, e honorário contratual é que importa ao povo... BRINCADEIRA.
A OAB Nacional, ao invés de prometer punir não seria aplicável conhecer os fatos, ouvir os acusados e praticar a defesa do direito de quem tem?
Sei não... estamos numa inversão de valores total, o papel institucional da OAB é a meu modesto sentir.
A OAB é a voz constitucional do cidadão brasileiro e, quiçá, a principal instituição da sociedade civil responsável pela manutenção e efetivação dos comandos constitucionais. É justamente o Estatuto da Advocacia e da OAB que garante aos advogados o exercício de seu papel fundamental na defesa da ordem jurídica de do Estado Democrático de Direito. Na medida em que o conteúdo do diploma se concretiza, a Ordem torna-se uma das grandes responsáveis por assegurar a boa aplicação das leis, a rapidez administrativa da justiça, o aperfeiçoamento das instituições jurídicas e o respeito aos direitos da pessoa humana. (Destaquei) Trecho extraído do preambulo do Estatuto da OAB de laudo do Sr. Presidente Dr. Marcus Vinicus Furtado Coelho.
Assim é que penso ser a ordem o bastião da defesa dos interesses da Advocacia e do Advogado. Mas senti na manifestação do Conselho Federal a nítida defesa dos interesses da Mídia sem dar aos colegas denunciados o direito à aplicação do Direito à Ampla Defesa e ao Contraditório.
De plano o CF já emitiu juízo de valor no sentido de que os profissionais devem ser punidos, estamos assim Sr. Presidente, violando os preceitos Constitucionais básicos dos cidadãos apenas e tão somente por serem eles advogados, lamentável.
À fala da Colega que me antecedeu em manifestação Dra Alessandra Prata Strazzi, estou aderindo neste instante manifestando também minha indignação.
Te peço, Dra. Alessandra Prata Strazzi, não se deixe chatear por matérias como estas afinal a mídia está aí pra jogar pedra, mas ninguém joga pedra em cachorro morto.
Quando ao Membro do MPF, acho que neste ato está no seu papel, a instituição não esteve no seu papel quando deveria ter agido e se apequenou.